Conheça os Principais Tipos de Telhas Metálicas e Suas Aplicações

As tecnologias empregadas na construção de coberturas metálicas evoluíram. Telhas mais leves e resistentes permitem vencer vãos cada vez maiores, reduzindo a estrutura de apoio. Os sistemas de fixação também apresentam avanço, evitando, ao máximo, problemas de estanqueidade. Bobinas desenroladas sobre treliças de aço viabilizam a cobertura sem emendas, sobreposições ou furos. Por fim, telhas curvas ou multidobras fabricadas sob medida e sheds em arcos para permitir a iluminação e a ventilação naturais tornam-se cada vez mais comuns.

Entre as opções mais especificadas estão as telhas de alumínio, utilizadas no Brasil desde os anos 1950, as telhas de aço (galvanizado, zincado e inoxidável), e as confeccionadas a partir de uma liga que mistura aço e alumínio (galvalume). Há também as telhas de cobre e titânio que, apesar do custo mais elevado, dispõem de resistência à corrosão e boa trabalhabilidade.

Critérios para especificação

A garantia de durabilidade e desempenho de uma cobertura passa obrigatoriamente pela especificação que considere aspectos estéticos, econômicos e técnicos. O ponto de partida é a compatibilização com o projeto estrutural, de arquitetura e de instalações. Afinal, a cobertura interage com diversos elementos complementares, como aparelhos de climatização, isolamentos térmicos e acústicos, chaminés, para-raios, iluminação artificial e forros.

Desempenho termoacústico

Quando empregadas em conjunto com materiais isolantes, as telhas metálicas podem formar conjuntos termoacústicos, reduzindo a passagem de calor e ruído para o ambiente interno. Para esses casos, o arquiteto tem à disposição uma série de materiais, como o poliuretano, poliestireno e lã de rocha.

Um dos sistemas mais utilizados é o das telhas térmicas que emprega chapas de aço galvanizado ou de alumínio recheadas com poliuretano, produzidas em linha contínua. Por serem mais densas tendem a ser mais rígidas que as telhas simples. Mas isso não significa que a telha térmica não possa ser utilizada em coberturas em arco. Geralmente os sistemas disponíveis com face de alumínio ou aço galvanizado e com recheio de poliuretano suportam raio de curvatura acima de 40 metros, segundo os fabricantes.

PRINCIPAIS TIPOS DE COBERTURAS METÁLICAS

Telhas simples: De alumínio ou aço podem assumir formas trapezoidais ou onduladas e receber acabamentos superficiais diversos. Em comparação com as onduladas, as telhas trapezoidais permitem vencer vãos maiores

Telha termoacústica: São compostas por telhas metálicas convencionais com recheio de material isolante, como o poliuretano e o poliestireno em espessuras e densidades variadas. Podem ser conformadas em curvas, mas com mais limitação que as telhas simples

Telhas zipadas: Indicadas para coberturas de grandes extensões e pequenas inclinações. A cobertura é feita de forma contínua, com uma “costura” que não deixa frestas entre os perfis e dispensa o uso de parafusos ou fitas de vedação

Sistema roll-on: Tem estrutura de apoio formada por treliças paralelamente dispostas, sobre as quais são desenroladas bobinas contínuas criando canais com o comprimento total da cobertura, sem emendas e sem sobreposições, que conduzem as águas para fora do prédio

Adaptado de: Au17

Reforma de Fachada Moderniza e Valoriza Imóvel em 20%

Pintar, trocar pastilhas, mudar o revestimento. Dar uma cara nova para tudo que o tempo deixou com aspecto de velho. O processo chama-se retrofit e consiste em reformar fachadas de prédios para que eles fiquem mais bonitos e valorizados. Seja por questão de segurança seja para aumentar e muito o valor dos apartamentos.

Retrofit é um termo utilizado principalmente em engenharia para designar o processo de modernização de algum equipamento já considerado ultrapassado ou fora de norma.

Modernização da fachada

Em prédios antigos, os moradores podem optar por modernizar a fachada. Além da pintura ou da troca de pastilhas, a melhoria pode envolver a troca dos gradis das varandas – pode-se tirar um gradil de ferro e trocá-lo por vidro e alumínio – e das grades antigas da entrada do prédio por chapas de vidro de segurança.

Reforma das áreas comuns

Da mesma forma, uma portaria ou um hall de entrada atraente pode contribuir para a valorização do imóvel, ou então para a manutenção de seu valor. “A pintura externa pode ser renovada de três em três anos; já a pintura interna, pode-se renovar anualmente ou a cada dois anos”, orienta o consultor Alex Strotbek.

Construção de uma área de lazer

Em regiões onde os prédios sejam antigos e desprovidos de área de lazer, construí-la pode ter um impacto muito positivo no preço de avaliação das unidades. Pode ser possível, por exemplo, transformar um mero jardim ou pátio em um playground ou mesmo construir uma piscina. Como se trata de alteração de uso da área, provavelmente será preciso um alvará da prefeitura. Mas sendo possível construir ou mesmo incrementar a área de lazer já existente, a modificação pode valer muito a pena.

Manutenção e modernização

Manter a manutenção do edifício em dia é básico, mas modernizar as partes elétrica e hidráulica é outra medida que não só melhora a qualidade de vida dos moradores como valoriza os apartamentos. Em prédios com mais de 20 anos é uma boa ideia renovar a parte elétrica, trocar canos de ferro por canos de PVC e instalar elevadores mais modernos.

Ampliação do número de vagas

Em prédios com poucas vagas que ainda disponham de área livre, pode-se ampliar o número de vagas. Se o solo e a estrutura do prédio permitir, é possível até mesmo escavar para construir uma nova garagem subterrânea.

Adaptações ecologicamente corretas

Recentemente, edifícios que adotam medidas ecologicamente corretas – e normalmente econômicas – têm sido mais valorizados no mercado. A construção de um sistema de reaproveitamento de água – para efetuar a limpeza das áreas comuns, por exemplo – bem como de sistemas de economia de energia elétrica podem demandar um investimento inicial grande, mas a economia deve compensar com o passar dos anos, fora o impacto no valor dos apartamentos. Também são valorizados prédios que contam com sistema de separação de lixo e coleta seletiva.

Adaptado de: Exame Abril

O Que é Habite-Se?

Entenda a importância desse documento para a conclusão de qualquer empreendimento imobiliário.

Tecnicamente chamado auto de conclusão de obra ou na linguagem popular: “habite-se”, nada mais é do que uma certidão expedida pela Prefeitura atestando que o imóvel (casa ou prédio residencial ou comercial) está pronto para ser habitado e foi construído ou reformado conforme as exigências legais estabelecidas pelo município, especialmente o Código de Obras.

Em regra, o proprietário do imóvel (incorporadora, construtora ou pessoa física) faz a requisição perante o órgão competente da Prefeitura, a qual deve providenciar uma vistoria no local, por intermédio de engenheiro civil para constatar se a construção erguida realmente reflete o projeto aprovado inicialmente.

Cumpre informar que por mais absurdo que seja, há algumas Prefeituras que não enviam engenheiro para constatar o que foi feito no local e emitem o “habite-se” apenas com base na declaração escrita do engenheiro civil responsável pela obra, afirmando que o empreendimento foi concluído.

O “habite-se” é o primeiro passo para a entrega de qualquer empreendimento. Sem ele, não há instalação de condomínio (pois se houver, será irregular), tampouco é possível providenciar a individualização da matrícula perante o cartório de registro de imóveis competente e muito menos obter a entrega das chaves.

A incorporadora ou construtora ao terminar uma obra deve cumprir uma série de requisitos antes da solicitação de expedição do auto de conclusão de obra ou “habite-se”, como, por exemplo, obter a documentação que demonstre a regularidade perante as concessionárias de energia elétrica e água.

Também se faz necessária a obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), a cargo da Polícia Militar. Esse documento atesta que a construção possui as condições de segurança contra incêndio prevista pela legislação e estabelece um período de revalidação.

O Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros é indispensável nos seguintes casos:

I – construção e reforma

II – mudança da ocupação ou uso

III – ampliação da área construída

IV – regularização das edificações e áreas de risco

V – construções provisórias (circos, eventos, etc.)

Após a solicitação de expedição do “habite-se”, deve-se esperar pela vistoria no imóvel pelo agente público (Prefeitura) e se constatada alguma irregularidade, poderá resultar no indeferimento do pedido.

O “habite-se” tem o objetivo de atestar que a obra foi corretamente conduzida em atendimento à legislação em vigor, encontrando-se segura para ocupação dos futuros moradores, estando as instalações elétricas adequadas.

Não é recomendável a nenhuma pessoa adquirir imóvel sem antes verificar a plena regularidade documental, inclusive se possui o habite-se expedido pela municipalidade, bem como a situação do imóvel perante o cartório de registro de imóveis, mediante análise da matrícula.

Adquirir um imóvel sem o “habite-se” expedido e averbado na matrícula é muito arriscado, pois estará em situação irregular perante a Prefeitura e o ocupante sujeito à multa, além de ser considerando um bem desvalorizado por ocasião de futura comercialização.

Vale lembrar também que mesmo o imóvel recebendo normalmente contas de água, luz, telefone, gás, IPTU, etc, não significa, em absoluto, que está regular perante a Prefeitura. A inexistência de “habite-se” também impede a concessão de financiamento bancário pelo pretenso adquirente.

Em caso de ausência de “habite-se” para prédios residenciais ou comerciais, as consequências são a impossibilidade de constituição de Condomínio e criação de convenção condominial, a fim de estabelecer os direitos e deveres, bem como impossibilidade de rateio entre os possuidores das unidades.

Adaptado de: Mercadante Advocacia

Instalações Elétricas na Sua Reforma Residencial

Um bom desempenho no circuito elétrico é importante, não apenas para o funcionamento dos seus aparelhos elétricos, mas também para a segurança da sua residência. Confira dicas para a instalação elétrica na sua residência. Uma reforma da instalação elétrica, é algo que não pode apenas ser deixado para depois, é preciso que seja feita com urgência quando necessário. Pois isso evitará problemas de curto-circuito, quedas de energia a riscos mais sérios como o de incêndio. Quanto mais velho o imóvel, mais necessária e urgente é uma reforma elétrica. Há mais ou menos 30 anos não havia tantos equipamentos elétricos numa residência e, portanto, a rede era adequada àquela realidade, por isso as instalações necessitam ser adaptadas para a realidade atual, que exige uma capacidade maior para suportar tantos aparelhos domésticos entre outros.

Muitas pessoas querem fazer uma reforma residencial superficial, principalmente quando acabam de adquirir um imóvel, e acabam esquecendo de checar em que estado está a instalação elétrica (e hidráulica) do imóvel, isso pode acabar trazendo surpresas, como geralmente o sistema elétrico corre por dentro da parede essa constatação acaba não sendo realmente óbvia, mas é sempre necessário, antes mesmo de comprar o imóvel verificar esse tipo de coisa. Dessa forma, evita-se “gastos surpresa”, já que trocar completamente todo o sistema elétrico pode não sair muito barato, pois dará um grande trabalho.

Quando for verificar a situação da instalação, você pode reparar, por exemplo, se há no quadro de distribuição há “gambiarras”, como fios remendados e fios por fora dos conduítes. Na instalação, é sempre importante escolher materiais de qualidade, para que sua residência fique segura e a instalação seja duradoura. Portanto, gastar um pouco mais com materiais de qualidade fará com que você evite gastar mais ainda depois. Uma dica é comprar fios de cores diferentes para o fio Neutro e para o fio Fase, padronizando assim a cor para um e para outro, o que facilitará a execução da instalação e evitará fazer testes toda vez que encontrar uma extremidade de fio.

Reforma Requer Planejamento, Bons Profissionais e Diplomacia

Todos que já fizeram reforma em sua própria casa sabem o quanto pode ser desagradável. Depois de tudo pronto e limpo é outra coisa mas, durante a obra, a inda e vinda de pedreiros e pintores, a entrada e saída de materiais, a sujeira por toda a parte, os fornecedores que não cumprem a palavra e, pior de tudo, o orçamento estourado são coisas que desanimam quem ousa pensar em reformar novamente. Estes inconvenientes, entretanto, podem ser muito atenuados pelo uso de profissionais qualificados para planejar e administrar.
Quando o carro quebra, geralmente se leva a um mecânico para consertar. Poucos são os que se arriscam a consertar por si mesmos, e quando isto acontece é por absoluta falta de dinheiro ou então por hobby. Na construção e reforma de casas e apartamentos acontece a mesma coisa mas, como o volume de dinheiro é muito maior, a tentação de se arriscar por conta própria é igualmente maior.

Entretanto, justamente pelo maior volume de dinheiro envolvido, reformar ou construir não é serviço para amadores. Visto por muitos como luxo desnecessário, o trabalho do Arquiteto e do Engenheiro é fundamental para manter o custo dentro do razoável e também para conseguir o melhor resultado possível dentro do orçamento proposto.

Claro que é tentador fazer as coisas por conta própria. Basta surgir um dinheirinho extra que aumenta aquela vontade de derrubar uma parede, reformar a cozinha, trocar o piso e outros detalhes para melhorar a residência. Mas calma, antes de começar as obras é preciso saber que, sem planejamento, a tarefa pode se tornar um pesadelo que vai acabar dragando todo dinheiro — e ainda deixar dívidas.

Planejamento é essencial

Em primeiro lugar é preciso definir exatamente o que vai ser feito e o quanto se pretende gastar. Esse passo vai orientar o tipo e quantidade de materiais a comprar e quais profissionais serão contratados, entre outras despesas.

É importante manter os pés no chão e distribuir bem a verba disponível, para tanto é essencial ter um orçamento detalhado, com o preço dos itens muito bem pesquisados, para que o fim do dinheiro não chegue antes do final da obra.

Uma vez tendo consciência da necessidade de planejar, é fácil verificar como é importante contratar um profissional de projeto, preferivelmente um arquiteto ou um decorador experientes. Na falta destes, um engenheiro civil com prática em obras de pequeno porte também poderá atender perfeitamente, mas até pela própria formação escolar realmente o recomendável é mesmo o arquiteto.

Seja qual for a escolha do orientador, o importante é que a pessoa sem experiência em projeto e construção não se meta a fazer as coisas por conta própria, o barato pode sair caro. Um profissional de projeto cobra entre 5 a 25% do valor da obra, valor que pode incluir também a supervisão da construção e que pode facilmente ser retirado da economia que vem do planejamento.

Não esqueça da diplomacia

É difícil reformar uma casa, mas fazer obras num apartamento é muito mais difícil pois existe a dificuldade para subir material e descer entulho. Serão muitas toneladas e vários metros cúbicos de material que serão transportados pelo elevador, horas e horas esperando que ele chegue, para depois carregar e descarregar, centenas de vezes. E o barulho, então? Qual é o vizinho que gosta?

Por estes fatores, reformas em apartamento são verdadeiros teste de paciência e diplomacia. O novo Código instituído pela Lei 10.406 que entrou em vigor em 11/1/2003, quando trata do direito de vizinhança e do uso anormal da propriedade, nos artigos 1.277 a 1.281, determina algumas limitações ao domínio, com base no interesse privado.

Uma questão importante é não prolongar o trabalho na obra até depois das 17h00, já que a maior parte dos moradores começa a chegar em seus lares após o trabalho a partir deste horário, e certamente você não quer criar inimizade com seus vizinhos. Você está no seu direito ao fazer a reforma, mas se houver abuso você poderá ser notificado pelo síndico e, em casos mais sérios, algum vizinho pode entrar na Justiça para pedir embargo de sua obra.

Em apartamentos, cuidado redobrado ao contratar a mão-de-obra. É preciso escolher profissionais acostumados a trabalhar em condomínios, pois saberão seguir as regras impostas e não cometer barbaridades como lavar o chão da sala que está apenas no contrapiso, o vazamento de água no apartamento de baixo será, perdoe-nos o trocadilho, líquido e certo, assim como será o prejuízo de ter que refazer a pintura do vizinho.

A diplomacia é necessária também para lidar com as pessoas envolvidas. Qualquer fornecedor vai se sentir com mais vontade de entregar determinado serviço ou mercadoria quando o cliente o tratou com honestidade e respeito. Claro que os maus fornecedores devem ser tratados com toda a energia necessária e, se ainda assim não resolver, deve-se usar imediatamente os meios legais.

Adaptado de: Fórum da Construção